terça-feira, 6 de julho de 2010

Sarah Jessica Parker é: Carrie Bradshaw!


Lá se vão 12 anos desde que, com seus cachos dourados e saia de tule, Carrie Bradshaw tornou-se ao mesmo tempo a mulher que todas aspirávamos ser e com quem nos identificávamos. A protagonista de Sex and the city tinha uma vida independente, recheada de momentos divertidos com as amigas e repleta de altos e baixos — como a nossa. Vivia embalada em vestidos ousados e sapatos das grifes que a gente cobiça, a passear por lugares da moda em Nova York, a cidade que adoramos mesmo sem conhecer. Foi lá, naquele 1998, quando as torres gêmeas ainda estavam em pé, que Sarah Jessica Parker, de até então apagada carreira cinematográfica e televisiva, transformou-se na mulher que queríamos seguir — o que fazemos até hoje, como se vê pelo sucesso do segundo filme baseado no seriado, Sex and the city 2.
... Ela obviamente sabe que Sex and the city e Carrie Bradshaw são lançadoras de tendências. “Nas primeiras temporadas, não entendíamos o impacto que a moda teria no seriado. Quando descobrimos, adoramos o desafio. Foi muito divertido usar as roupas, os saltos e aquelas bolsas”, afirma. Sarah Jessica falou há pouco tempo que hoje é capaz de correr uma maratona de salto alto. E dá para acreditar mesmo. Sua figura diminuta — 1,60 metro, magrinha — equilibra-se com habilidade nos modelos mais extravagantes. Frio, não deve sentir. Ou melhor, como ela é gente de carne e osso, deve sublimar em nome de estar bem para si mesma e para os fãs. É capaz de comparecer a uma pré-estreia em pleno inverno, com a temperatura perto de 5 0C, usando apenas um minivestido tomara que caia, sem casaco. Mas, indagada se acha que é um ícone da moda, ela normalmente torce a boca, de maneira simpática (uma de suas manias), e diz: “Não é como me vejo. Adoro roupas bonitas e tenho o privilégio de ter acesso a muitas delas... Mas são devolvidas no dia seguinte. Elas não são minhas. Sou uma mãe que trabalha”. SJP jura que não faz compras e prefere gastar esse tempo com os filhos. Mas adora guardar os figurinos dos filmes que faz. “É como um arquivo, um armazém.”...
... A atriz começou a carreira quando tinha 10 anos — aos 12, era protagonista do musical Annie, aos 17, fazia o seriado "Square pegs". Antes de "Sex and the city", ela tinha aparecido em filmes como "L.A. Story" e "Ed Wood". Mas foi mesmo o seriado que a alçou ao status de estrela, ícone fashion, modelo para mulheres de todo o mundo. A atriz acha bem fácil explicar o sucesso da série. “Ela via o sexo do ponto de vista das mulheres. Mas o sexo era um dos ingredientes. O mais importante eram as amizades e a intimidade entre Carrie e suas amigas, e isso continua nos filmes”, diz. Sempre grata pelo que o seriado trouxe para sua carreira e vida, ela adoraria fazer o terceiro longa-metragem — ainda não confirmado, mas bastante provável e com grandes chances de ser rodado em Londres. “Vamos ver o que o futuro reserva. Eu amo fazer filmes, e sempre estou procurando personagens que sejam tão complicadas, verdadeiras e interessantes quanto as de Sex and the city. E elas não são fáceis de encontrar. Até agora, sempre fui feliz interpretando Carrie.” Enquanto o novo filme dirigido por Michael Patrick King não chega, Sarah Jessica exercita seu lado produtora com o reality show Work of art, em que os participantes precisam mostrar suas habilidades na pintura, na escultura, na fotografia. Quando indagada se acredita que vai estar atuando daqui a 20 anos, demonstra insegurança. “Nunca tenho certeza disso. Sempre acho que as pessoas vão se cansar de mim e tudo irá embora amanhã, que foi tudo um momento de sorte”, diz. Ela não deveria se preocupar. Se depender de seus seguidores, esse momento de sorte, que já dura tanto tempo, há de se prolongar por muitos ano.

(Revista Marie Claire Por Ana Carina Sedara. Com entrevista de Bruno Lester/IFA )

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